terça-feira, 15 de abril de 2008

Alice acorrentada

Dia desses, ouvindo Alice in Chains, comecei a viajar e a ponderar sobre isso; "Alice in Chains", já pararam pra pensar quantos sentidos legais isso pode ter? Desnecessário dizer que divaguei um bocado sobre o assunto - pra isso que as aulas de Química servem - e das conclusões e idéias de tive, uma interpretação em particular me pareceu a mais interessante.
Quando pensamos em Alice, na personagem, a primeira coisa que nos vem à cabeça, obviamente, é o País das Maravilhas. Ao visualisarmos essa personagem acorrentada é claro que a imaginamos presa, atada, mas presa ao quê?
Daí, tirei duas conclusões: ou ela está presa para sempre ao País das Maravilhas ou o mesmo está fechado e ela está presa à realidade para sempre. E passando isso para a gente, vemos que o mundo é assim para a maioria de nós.
Fomos expulsos do Paraíso.
Estamos atados à realidade imutável e brutal, fora do País das Maravilhas.
Quantas vezes imaginamos uma vida melhor, coisas melhores, um mundo melhor onde todos são felizes e coisa e tal? Tudo isso é o País das Maravilhas cujo qual não temos acesso.
Tudo aquilo que habita nosso imaginário, todas as possibilidades, os sonhos de grandeza, os amores secretos, os sentimentos que não são recíprocos; tudo faz parte de um mundo a qual não podemos entrar.
E quanto a Alice?
Ela entrou.
Daí vem a outra percepção, de que, depois que ela entrou, não quis mais sair. Alice é uma criança, imaginativa e entediada e o País das Maravilhas é fruto de sua imaginação, o que isso quer dizer? Que o País das Maravilhas não fica muito longe: está na nossa cabeça.
Para achá-lo, tudo o que basta a fazer é procurar bem. Ou seja, tudo aquilo que precisamos para termos realização pessoal, felicidade e até mesmo para mudar o mundo está em um lugar só: em nós mesmos!
Porém, todos nós permanecemos acorrentados; presos pelas correntes da alienação, do conformismo, da desilusão, do vácuo ideológico.
Temos que nos erguer!
Temos que nos libertar dessas correntes! Pois as correntes de Alice são as mesmas de Platão e portanto, todos nós usamos essas mesmas amarras que nos prendem de joelhos na caverna da ignorância.
Todos sabem que existem muitas cavernas. Sai pelo menos de algumas e já será um progresso e tanto!Quebre as correntes e conheça um admirável mundo novo!
É mais fácil do que parece. Quando você começa a se livrar das futilidades materiais, dos exageros da vaidade...coisas assim são correntes de grilhões grossíssimos!
Basta escolher que tipo de Alice você quer ser.
A acorrentada à realidade cruel e mesquinha.
Ou a presa ao País das Maravilhas.
Depende de você.

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom esse texto de Alice, gostei muito! Quanto ao livro em ter conseguido colocar no mercado, eu sou escritor independente, eu pago a produção dos livros mas também tenho parceria com a editora que é uma editora gráfica, porém ela ajuda bastante e como ajuda. Pega o site dela que é onde futuramente meu livro será vendido. Ler o contrato dela tenho certeza que você vai gostar, um abraço! e muito sucesso com seus projetos! ^^ www.livrorapido.com.br
Adelmar Neto

Biah disse...

Grande Zéh, que post massa, ômi ^^

Nunca tinha pensado nessa interpretação sua, de que a Alice pode estar presa no País das Maravilhas... Isso bem que pode ser aplicado à gente, né? A gente vive num sistema que produz indivíduos de cabeça fechada, dominados por regras, mas isso não significa que, assim como a Alice, a gente não possa soltar a imaginação e criar um mundo nosso, em que os nossos sonhos são livres =)

E ó: Alice in Chains é liiiiiindoooooo =D

Bejim =*