terça-feira, 1 de julho de 2008

A música e os cabelos




Após um hiato de seis anos, a banda australiana Silverchair lança seu novo cd, Young Modern, para o agrado dos fãs mais antigos e buscando arrebanhar uma nova legião de fãs. Missão não muito difícil, especialmente na Austrália, onde os cinco cds lançados anteriormente dominaram pro semanas o primeiro lugar entre os mais vendidos.


A banda havia entrado em recesso indeterminado em 2002, quando os membros ainda eram adolescentes. Agora, já adultos, o som amadureceu junto com eles, abandonando as raízes grunges que marcavam suas músicas desde o primeiro cd de 95, influenciada principalmente pelo ás do grunge, o Nirvana, até mesmo no figurino, quem não se lembra da magreza, os olhos parados e a cabeleira loira de Daniel Johns? Qualquer semelhança com Kurt Cobain não era mera coincidência.


Tudo isso muda drasticamente no retorno triunfal da banda, trazendo um som mais moderno, sem os riffs pesados, com músicas mais melodiosas e adotando vocais mais leves, abandonando os gritos à lá Cobain.


Triste notícia para os grungeiros de plantão, que esperaram ansiosamente pelo novo cd. Feliz e surpreendente retorno para os antigos e fiéis fãs da banda que com certeza abraçaram o novo estilo musical e aqueles mais radicais que possivelmente abandonaram a banda serão rapidamente substituídos e superados em número pelos novos fãs que a banda busca e com certeza vai conquistar com seu som agora mais maduro e que lembra Coldplay, porém, com letras mais felizes e definitivamente fácil diferenciação entre uma música e outra - coisa que as vezes é difícil tratando-se de Coldplay.


Young Modern, com certeza é um retorno em grande estilo para a banda que agora expande suas fronteiras músicais após cinco cds seguindo a mesma fórmula. O disco é de excelente qualidade e de músicas muito boas embora leves. É um disco que merece muito ser ouvido, nem que seja só por curiosidade dos mais radicais.


Quanto ao grunge, o estilo não morreu felizmente, embora esteja mais maduro - pois evoluiu com suas bandas - o estilo estará de volta às prateleiras novinho em folha com os futuros cds das agora de volta à ativa Alice in Chains (após a morte do seu antigo e característico vocalista, trazendo, obviamente um novo nome nos vocais) e Stone Temple Pilots (com o retorne de Scott Weiland a banda após alguns anos no Velvet Revolver, agora procurando um novo vocalista).


Enfim, o rock não morreu e, caso você esteja insatisfeito ou crendo na ausência de novos nomes é sempre bom conferir o trabalho desses antigos que, embora evoluam e mudem, continuam com um trabalho de ótima qualidade.

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