terça-feira, 26 de agosto de 2008

Veja a que ponto

Se você é das antigas - ou não - deve lembrar de "Hoje eu feliz, matei o presidente", primeiro sucesso de Gabriel o Pensador e que fez ele estourar, foi lançada logo após a queda do Collor, mas nem é nesse contexto que eu quero lembrá-la. Estava pensando, de lá pra cá, quantas coisas piores já aconteceram nessa política nacional e nenhuma cabeça rolou?
Quando a coisa esquenta, dão migalhas ao povo, abusando do populismo descarado e o povo continua enganado e a gente fica aqui de braço cruzado e cabeça quente. Por isso que ano de votação é importante, pra tentar não causar os mesmos erros, o problema é que mesmo botando gente boa lá a coisa fica difícil pra quem quer ser honesto num mar de tubarões e com tanto corrupto por aí, na hora de votar muitas vezes a gente fica preso naquela de votar no menos pior.
E não devia ser no melhor?
Em comparação com as outras repúblicas democráticas federativas do mundo se vê como o nosso país é antidemocrático e limitado. Todas as leis importantes nem passam pelo povo antes de serem aprovadas, não existe eleição ou secretarias distritais e o poder vem de baixo pra cima na arrecadação tributária - 50% federal, 30% estatal e 20% municipal - e o próprio sistema tributário brasileiro é um atraso, cobrando taxas altas e iguais em todos os produtos para todos os brasileiros de forma que encarece os produtos, trava a economia e aumenta a desigualdade enquanto que nos EUA com os tributos indiretos os ricos pagam mais impostos e os pobres pagam menos, como devia ser.
O próprio voto aqui é uma piada. Voto obrigatório. Um direito que é dever. Tem cabimento? Tem algo mais contraditório? Como um ato pela democracia pode ser tão anti-democrático? Parece até o Ato Patriótico americano, mas levado diretamente a 180 milhões de pessoas e sendo imposto.
Os eleitores não têm participação alguma no governo a não ser nas eleições, não temos participatividade, não temos voz, não temos ação. Para tentar qualquer tipo de manifestação legal são necessários abaixo-assinados e manifestos intermináveis.
Cada um desses assuntos nos permite escrever textos e mais textos diferentes, e eu vou escrever pelo menos alguns deles, mas isso aqui é só pra dar um geralzão pra concordar mais uma vez com Gabriel o Pensador, mas dessa vez com um verso de uma música diferente: "a que ponto nós chegamos, hein?/PUTA QUE PARIU!"

1 comentários:

-laurex disse...

Que que eu falo?
APOIADO! \o/

Meu bem, desculpa não retribuir todos os comentários, tô total sem tempo. Mas muito obrigada mesmo, tá?
Ah, e o poema não é meu não :D