quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Desenhos legais do meu tempo - parte 1

Sim sim sim, criancinhas alegres e saltitantes, é hora de nostalgia! Depois de duas ficções meio tensas, que tal um artigo pra relaxar? Hoje falarei sobre desenhos que marcaram minha infância e pré-adolescência. Vocês vão reparar que alguns deles não são dos anos 90, mas o fato é que foram reprisados no meu tempo, então eu os aproveitei da mesma forma de quem os viu em primeira mão nos anos oitenta.
Outro motivo que me leva a fazer esse artigo é a baixa qualidade das animações de hoje. Eu lembro de quando eu era como criança e te digo que hoje em dia em provavelmente só gostaria de Billy & Mandy, Bob Esponja e Ben 10. E talvez Naruto, porque todo garoto precisa de um desenho violento. Meninos gostam de pancadaria, não tente argumentar.
Outra coisa, muitos e muitos desenhos que vocês gostam provavelmente não serão mencionados aqui, podem falar deles nos comentários, mas POR FAVOR, não venham floodar/trollar meus comentários bancando as bichas chocolatantes reclamando porque não coloquei esse ou aquele. Estou falando da MINHA vida e portanto vou falar dos desenhos que ME marcaram, beleza?

A parada foi dividida eu DUAS PARTES ( talvez até MAIS) porque acabou ficando muito grande e eu sei que ninguém ia querer ler.

Então tá.


                                                                       Thundercats



“Antigos espíritos do Mal, transformem essa forma decadente em MUMM-RÁ!”. Caralho, eu até arrepio.


Pra abrir com chave de ouro. “Porra, logo de cara um desenho que não é da sua geração?”, FODA-SE que ele não é da minha geração. Reprisou na minha e pouca gente da molecada de hoje conhece esse desenho.
Abro daí já pra falar de algo muito interessante: a geração de hoje é muito, mas muito politicamente correta. Beleza. O engraçado é que desenhos tão ingênuos que chegavam quase a ser imbecis, como Thundercats e tantos outros dos anos 80, não passam mais hoje. Estranho né? Quem não lembra do He-man, que no final sempre tinha a “lição do dia”?


Mas estou divagando.


Pra começo de conversa, Thundercats teve quatro temporadas e 130 episódios, coisa difícil pra uma série de animação ocidental que não seja de comédia, mas de ação.
Todo mundo conhece a história: os Thundercats são um grupo de aliens humanóides com cara de gato que seguiram o clichê do Super-homem de ter seu planeta natal destruído – Thundera – e fogem para outro chamado Terceiro Mundo. Lá, eles fazem sua nova casa, mas são perseguidos pelos inimigos que destruíram seu planeta, os Mutantes, que forjam uma aliança com seu novo líder no novo planeta, o feiticeiro/múmia, Mumm-Ra, que quer dominar o mundo usando os poderes da lendária Espada Justiceira.


Blá-blá-blá.


Os episódios seguem o ritmo típico das séries dos anos oitenta. Os caras maus bolam um plano idiota, os caras bons caem no plano feito retardados, um dos caras bons escapa, banca o herói, vira o jogo e toco o terror nos caras maus. Tudo isso em quinze minutos!
A maior parte do tempo o herói sempre era Lion-O, o líder, mas todos os Thundercats tiveram seus dias de glória. Aí está o ponto mais forte e mais marcante da série: seus personagens. Todo mundo ama seus Thundercats, pois eles foram feitos com grandes personalidades e características marcantes.
Temos aqui Tygra, que é o amigo-do-herói e pau pra toda obra típico, que tem quase toda a força do elenco de apoio em um só. Panthro, que é o negro do elenco – você acha que todos os outros são laranja e ele é CINZA de graça? – e que saca tudo de armas e equipamento. Temos os insuportáveis gêmeos WiliKit e WiliKat, que faziam grande sucesso por serem tão infantis, irresponsáveis e irritantes quanto todas as crianças irritantes que assistiam a série – isso inclui a gente.
Tínhamos Cheetara, uma fêmea poderosa e de gênio forte que arrancou suspiros de todos os caras que viram essa série, não adianta negar, ela era foda. E sim, até Thundercats tinha fanservice, por que você acha que ela era toda definida e acrobata? Ela também é a única fêmea em idade adulta sobrando de Thundera – o que significa que todos os caras supra citados teriam que carcá-la para continuar a espécie ou senão esperar a WiliKit crescer e deixar de ser chata pra fazerem o mesmo com ela.
Temos também o Snarf, que era o alívio cômico óbvio, mas que também era bem legal ou ultra irritante. E por último, Lion O, o líder máximo dos Thundercats – o que não é grandes merdas, já que só sobraram sete – e que como a maioria dos heróis dos anos 80, tinha como principal característica a bondade.
Porque se ele cortasse a cabeça do Mumm-Ra logo no primeiro episódio a série acabaria muito rápido e não teríamos mais Cheetara........Enfim, próximo desenho.

Thunder-thunder-thunder-thundercats! HOOOOOOOOOOO


                                                               Silverhawks

Muita gente não lembra desse desenho.


Silverhawks é do mesmo criador de Thundercats e uma cópia deslavada do mesmo. Porque em time que está ganhando não se mexe, certo? Bom, foi isso que eles pensaram. E como era um desenho maniqueísta de porrada, foda-se o roteiros originais, esse era o raciocíonio.
O Silverhawks são uma espécie de patrulheiros do espaço que usam armaduras e asas prateadas além de naves super legais. Ao contrário dos Thundercats, eles tinham um grupo mais sortido e menos mambembe de vilões sendo que o mais importante deles era Mon*Star, o Monstro Estelar, cópia do Mumm-Ra, que também tinha uma transformação e tudo.
Mas mesmo sendo uma cópia o desenho era muuuito legal e tinha uma música de abertura tão empolgante quanto a dos Thundercats. Porém, os personagens aqui não eram muito cativantes e tinham estereótipos sem graça como o líder bonitão e justo, o cara grande e forte, o caipira, o aprendiz e a gostosa.
As sequências de ação eram ótimas e o tema espacial permitia boas ideias além de sacadas de design muito legais – nunca vou esquecer do táxi espacial, fantástico! – e todo aquele climão de ficção-científica era muito empolgante.
Infelizmente a série não agradou tanto e teve apenas 65 episódios. A razão dela ter passado mais de uma vez aqui no Brasil, provavelmente é porque o SBT comprou ela junto no pacote dos Thundercats e tinha que passar pra não tomar prejuízo. Mas eu a adorei!




Caverna do Dragão

Sabe, talvez eu nem precisasse falar dessa série. Ela é tão legal quanto ela é simples e talvez a sua simplicidade seja a chave do sucesso. Ela é baseada num jogo de RPG de mesa e livro. Fazer qualquer coisa baseado nisso seria difícil e provavelmente daria errado. Digo, nesses RPGs você pode construir QUALQUER história que quiser, como adaptar algo assim num roteiro fixo e linear?
Bom, os criadores e roteiristas conseguiram criar uma aventura extremamente cativante. Era quase como ver um episódio de suspense. Você SEMPRE queria ver o próximo episódio pra saber o que ia acontecer. Outra coisa interessante é que aqui o grande objetivo não era exatamente derrotar o Vingador, vilão supremo típico desses desenhos, mas sim escapar dele e encontrar um jeito de voltar pra casa.
Ou seja, Caverna do Dragão é um dos poucos desenhos que foge do arroz com feijão da sua época. Outra coisa, seus protagonistas são só crianças comuns. Elas têm suas armas e a orientação do Mestre dos Magos, mas ainda assim, crianças. Elas não são super-heróis ultra poderosos. Aliás, passam a maior parte do tempo apanhando de seus próprios equipamentos e fazendo coisas erradas. Sabe por que? Porque é assim que seria com crianças e adolescentes reais!
Imagine você, está aí na sua vidinha, vai no parque de diversões e acaba parando numa porra dum reino mágico cheio de criaturas DUMAL com um feiticeiro cuzão com um chifre na cabeça, você, aí, você mesmo, ia ter as BOLAS de tentar peitar alguma coisa? NÃO! Por isso mesmo! Por isso que eles viviam brigando com o Mestre dos Magos.
Enfim, acho que isso explica muito bem porque essa série passa até hoje mesmo sem ter o último episódio. E NEM OUSE começar com aquela viadagem sobre o pacto com o demônio e o escambau, aquilo tudo é uma piada e teoria de conspiração, se você acredita naquilo, merece ser enrabado pelo Justin Bieber.

                                        
                                                               Sakura Card Captors

Esse anime é uma adaptação do mangá chamado Cardcaptor Sakura, não faço ideia da razão da mudança de nome. Mas o que esse desenho tem de especial além de fazer parte de um gênero feito pra meninas e ter UMA TONELADA E MEIA de mensagens sexuais subliminares assustadoras?


Bom, começa logo no fato de que é um desenho feito pra meninas e eu gostava, não só eu, mas muitos outros garotos. E gostávamos porque ele era recheado de ação, o roteiro era muito empolgante – principalmente na segunda temporada, o Kero vira a PORRA DE UM LEÃO e o seu colega guardião das cartas é um anjo afetado e cuzão? PUTA QUE PARIU! Do caralho!
E aí que tá, os animes feitos pra menina nunca atraíam garotos. Sailor Moon não conta, eu nunca gostei e todos os caras que eu conheço que viam, só viam pra bater punheta. Pois é. Quando você tem 11 anos e um desenho que praticamente se SUSTENTA à base de fanservice, coisas assim acontecem. Mas pra você ver como Sailor Moon e todos os desenhos do gênero eram ruins pra gente, eu não via nem por razões masturbatórias. Era tão chato assim!
E em Sakura Card Captors as personagens femininas eram de fato crianças, nada de peitões ou pernas à mostra, ou seja, o fanservice aqui era zero e mesmo assim, a garotada gostava.
Então a Sakura já ganha uma infinidade de pontos por isso. Outra razão era que a qualidade da animação era muito superior a de outros animes da época o que deixava as cenas de porrada muito mais interessantes. Claro, tinha toda aquela viadagem amorosa, mas nós, os caras, nem ligávamos enquanto o Kero virasse A PORRA DE UM LEÃO e a Sakura saísse voando por aí enfrentando entidades mágicas.
Foi uma série tão legal que eu assisti ela inteira. Mesmo com toda aquela chatice do Yukito pedófilo e aquela amiga lésbica e stalker dela.


Transformers: Robots in Disguise


Lançada no Brasil como Transformers: A Nova Geração, foi um anime produzido para preencher o vácuo deixado pelo fim da G1 dos robozões. E por isso e por ter sido feita no Japão, por japoneses fetichistas sobre robôs, essa série é considerada uma merda por 9 entre 10 fãs de Transformers.
MAS, estamos falando do final dos anos 90 e começo dos anos 2000, e por algum motivo que eu desconheço, ninguém pensou que seria uma boa ideia reprisar a série original. Então esse foi o meu primeiro contato com Optimus Prime e Megatron.
A série era tão ruim e foi tão xingada que teve só uma temporada e 39 episódios. Mas eu achei massa pra caralho. Foda-se que o desenho era tosco e que os humanos eram insuportáveis, estamos falando de ROBÔS DE QUINZE METROS SAINDO NA PORRADA!


E esses robôs ainda viram carros!


PORRA!


Enfim, o que essa série teve de especial foi só trazer figuras icônicas do passado para uma nova geração de fãs, porque o que realmente fez Transformers foda pra mim, foi a série a seguir.




Transformers: Beast Wars

Beast Wars foi feita e exibida antes de Robots in Disguise. Ela é uma releitura completa e um verdadeiro banho de loja na mitologia Decepticons X Autobots original.
A série se passa no futuro e aqui Megatron e seus Predacons – descendentes dos Decepticons – e Optimus Primal (o Optimus Prime original morreu no primeiro filme dos Transformers em 1986) e seus Maximals – descendentes dos Autobots -, entram numa tempestade temporal e acabam viajando no tempo e parando na Terra pré-histórica. Além de fontes de Energon muito maiores, a Terra pré-histórica também esconde dois discos temporais, os que fizeram com que viajassem no tempo.
Então Megatron forja um plano para encontrá-los além de encontrar os corpos adormecidos dos Autobots originais, destruí-los e alterar a história, de forma que os Decepticons vençam no passado.


TAN-DÃM!


Na pré-história não tem carros, então eles mesclam sua forma com o DNA dos animais, transformando-se em animais na sua forma alternativa. Outra coisa, os níveis de energon são tão altos que a única forma de proteger seu corpo metálico é na forma alternativa, assim eles não podem ficar na forma de combate muito tempo ou senão seus corpos são danificados.
Outra coisa legal são os personagens, a grande maioria sendo releituras dos clássicos da G1. Cheetor é claramente inspirado no Bumblebee, Rhinox é Ironhide, Optimus Primal é Optimus Prime e Terrorssauro é Starscream. Além de termos o Megatron que simplesmente É o Megatron original, que sobreviveu até aquele ponto da guerra.
A série é simplesmente a melhor da minha infância. Foram três temporadas cheias de mortes impactantes, reviravoltas e trocas de lado. Além de ter uma tonelada de referências. Aí está a importância da exibição de Robots in Disguise depois, pois pra quem não tinha conhecido a G1, muita coisa não fazia sentido e o anime fracassado que foi lançado depois fez com que pudéssemos ligar os pontos.


AAAAAAh, agora tudo faz sentido, né?


Sem contar que a série basicamente finaliza a guerra civil da mitologia quando Megatron no final é preso e derrotado e os Maximals encontram as fontes de energias e meios de restituir Cybertron. É um final emocionante é a série inteira é foda, daquelas pra guardar na memória mesmo. Além de ter Dinobot, um dos melhores personagens que já vi.
E digo fim sim, porque eu IGNORO a existência de Beast Machines. Essa série só serviu pra cagar em absolutamente todas as mitologias de todas as animações já feitas sobre Transformers. Os caras da Hasbro deviam estar drogados quando permitiram que ela fosse feita.

Enfim, por hoje é só crianças, espero que tenham gostado e depois eu volto com o resto da lista. Só uma dica do primeiro desenho da próxima: O Laboratória de Dexter. Que tal? Até mais!

2 comentários:

Anônimo disse...

ae zezãoo seu blog é massa!!!
abrassss /João Henrique R.

Luna disse...

Lembra do Capitão Planeta?