terça-feira, 24 de agosto de 2010

desenhos legais do meu tempo - parte 2

O Laboratório de Dexter

Quando eu era criança eu já era um magrelo de óculos que sobrava na educação física e apanhava dos caras mais velhos. Então, Dexter era um desenho e um personagem com o qual eu podia me identificar e muito!
Se você é uma dessas crianças sofridas dessa nova geração, O Laboratório de Dexter mostrava um menino, Dexter, que tinha um laboratório secreto no subsolo de sua casa. Ele também tinha uma irmã burra, DeeDee,  chata e irritante, como a maioria das crianças normais devem ser, que vivia infernizando sua vida e quebrando e/ou misturando coisas que não devia. O seu rival era seu vizinho, cujo nome nunca me lembro que era a cara daquele moleque judeu de óculos dos Anos Incríveis.
Essa série e todas as produções do Cartoon Network dessa época – chamados Cartoon Cartoons – têm grandes chances de terem sido um marco na vida de todo mundo que cresceu nos anos 90. A razão é simples, eram desenhos de humor pra crianças, então todo mundo assistia, sendo você menino ou menina, sendo você inteligente, ou sendo você uma porta ignorante da grossura de um tijolo.
Mas como disse, o que me marcou era que Dexter foi um dos primeiros personagens com quem eu realmente me identifiquei na vida. Digo, robôs gigantes alienígenas se matando é legal pra caralho assim como gatos espaciais com uma híbrida gostosa, mas nenhum dos dois te aproxima da “realidade”, digamos assim.
Dexter era um gênio, um nerd e um geek frustrado, que descontava essa frustração fazendo aquilo que gostava, com esperanças e sonhos de glória não só para privilegiar seu ego, mas principalmente esperando poder mudar o futuro da humanidade.
Essa era a maior diferença entre ele e seu rival. O rival queria sempre fazer tudo por egoísmo, por glória acima de tudo. Dexter não. Dexter buscava fazer as coisas de forma com menos conseqüências e buscando melhorias de vida pras pessoas comuns.
Aposto que você nunca tinha pensado em nada disso né? Acho que é porque vocês têm coisas melhores pra fazer num domingo de manhã, como dormir.
E acima de tudo tínhamos a comédia! Inocente, mas fantástica! Era meio óbvio, tínhamos a DeeDee destruindo tudo, os inventos do Dexter dando errado ou dando certo de forma engraçada. O melhor exemplo seria o que na minha opinião é o melhor episódio:
Dexter apanha e é sacaneado pelos caras na educação física antes, durante e depois de uma partida de queimada. Ele vai pra casa e constrói um traje motherfucker pra poder jogar queimada e fode com os caras. É muito engraçado! O traje é como um robô imenso, com ele no meio, e que lança bolas de queimada em alta velocidade contra os caras. Muito bom! Eles fazem uma sensação de Exterminador do Futuro com a coisa e fica muito legal.
Enfim, era um desenho sensacional e fico triste – e velho – ao saber que muita gente de 12, 13 anos, nunca ouviu falar dele. Por isso que esse povo assiste iCarly e escuta Justin Bieber. Vou te falar viu...


                                                                        Action Man

Esse eu duvido que alguém lembra.
Esse desenho é mais underdog que Silverhawks, mas eu também o acompanhei inteiro e achei sensacional. Ele surgiu na mesma época que os brinquedos Max Steel, mas ele não tinha brinquedos, até surgiram alguns depois, mas não emplacaram.
Nessa época, Max Steel ainda não era um desenho, mas posso te falar, se a garotada que acha Max Steel legal – uma blasfêmia – visse Action Man, eles deixariam esse maldito Ken menos afeminado de lado.
É! Ken sim!
Onde já se viu um brinquedo de menino custar 60 reais? E ter um milhão de acessórios? E roupas de pano de podem ser trocadas? NÃO! De novo: ROUPAS DE PANO QUE PODEM SER TROCADAS!
PORRA!
Mas estou divagando. Action Man conta a história de um cara chamado Alex Mann, um esportista radical que de repente descobre ter umas super-habilidades, não só físicas, mas também uma especial que envolve probabilidade e tempo – o tempo passa devagar e ele enxerga a melhor forma de sair da situação -, ele as percebe durante uma prova na neve. Logo depois da prova, ele descobre que as ganhou através de um implante de nano e bio-tecnologia feitos sem que ele soubesse por uma figura sinistra chamada Doutor X.
Doutor X é um gênio da ciência, mas expulso de todos os lados por ser visivelmente perturbado e maligno. Ele quer criar uma série de super-humanos, como Mann, para dominar o mundo. Alex recusa e escapa uma tentativa de assassinato. Aí uma agência secreta o contrata para ajudá-lo a vencer X e impedir que o mundo se foda.
É, parece algum seriado enlatado dos anos 80. Mas na verdade é um desenho de ação super movimentado e com uma trilha sonora empolgante que estreou em 2000. Alex conta também com sua equipe de esporte: Desmond “Grinder” Sinclair, Fidget Wilson e Rikki Syngh-Baines.
Ele durou três temporadas e teve altas reviravoltas, como a ida do rival de Alex pro lado do Doutor X e depois a forma como o mesmo domina o corpo do outro, eliminando sua personalidade gradativamente e depois transportando sua consciência de seu corpo velho e decadente para o corpo do jovem atleta.
A série também contava com outros vilões aliados de X, como um nerd que controlava raios e uma caçadora de recompensas que parecia a medusa. A figura de X também era muito interessante, ao dominar o corpo do atleta coadjuvante, ele perde o braço numa luta. No episódio seguinte ele já tem uma prótese biônica com mais aparatos que o braço do Megatron.
Muito divertido!
Aliás, Action Man originalmente é uma vertente de brinquedos dos Comandos Em Ação na Europa, lançada em 1964. Mas essa nova versão do desenho não tem absolutamente nada a ver com essas origens.


Dragon Ball e Dragon Ball Z
Se você for da minha geração, então eu nem preciso falar nada dessa parada.
Como a saga Dragon Ball é gigante, ela é uma das séries que a gente viu enquanto crescia. A primeira vez que eu assisti, foi Dragon Ball já pela metade acho que em 1996 ou 1997, passava acho que na Band. Eu nem dei moral e nem assisti direito, porque eu não tava entendendo merda nenhuma. Tipo, já estava no torneio de artes marciais e eu lá pensando “aham, então o moleque tem UM RABO DE MACACO e soltou um PODERZÃO contra um velhinho que TAMBÉM SOLTA PODERZÃO? Ah mahvá!”.
Alguns anos depois, peguei Dragon Ball Z desde a estréia na televisão. Puta que pariu. Aquela parada explodiu minha mente legal! Embora eu não fizesse a mínima ideia de quem era Goku e cia., nem qual era a treta deles com o Piccolo, em poucos episódios eu já estava hipnotizado.
Aqui no Brasil, enquanto rolava o intervalo entre DBZ e DBGT, reprisaram Dragon Ball original inteiro na Globo. Aí eu assisti essa porra direito e curti mais ainda! Cara, Dragon Ball e Dragon Ball Z são duas séries fantásticas!
A saga é, de longe, o anime de porrada mais legal da minha geração. Yu Yu Hakusho era um saco, não vi nem a primeira temporada completa e Os Cavaleiros do Zodíaco era homossexual e tinha um ar sério forçado que fazia praticamente tudo no desenho tender pra mais pura galhofagem.
Com Goku e sua turma não tem isso.
Digo, tem sim galhofagem em Dragon Ball, mas 90% das vezes ela é intencional.
Dragon Ball começa com a premissa muito simples de um menino com rabo de macaco e inacreditavelmente inocente que cresceu no mato acompanhando Bulma, uma jovem rica e gananciosa para encontrar as tais Esferas do Dragão pra pedir a Shenlong o namorado perfeito. Embora no futuro – na série Z – a coisa ia ficar bem mais grandiloqüente, com viagens espaciais e lutas pra salvar o universo, o seu começo foi simples e despretensioso, algo quase como uma partida de RPG de mesa que começa ali e que no futuro tudo pode acontecer, pois a estória se faz conforme ela acontece. Acho que foi mais ou menos assim pra Akira Toryiama.
Sem contar que a parada é uma viagem de ácido louquííííssima.
Sério. Toryiama usava uns cogumelos esquisitos pra conceber tudo aquilo. O universo de Dragon Ball é um universo paralelo incrivelmente imaginativo e divertido, era sensacional ver e imaginar tudo aquilo. Porra, uma cápsula que vira UMA NAVE ESPACIAL? Meeeeeu! Fantástico!
            E tinha também um hall inacreditável de personagens. Temos Goku, ingênuo e bom, que cresceu no mato sem nem saber diferenciar um homem de uma mulher e acaba se tornando a coisa mais poderosa do universo. Bulma, que aparenta ser frágil e mimada, mas que é forte e decidida – além de ter gerado uns dos fanservices mais agressivos da História da animação -, Yamcha, Tenshinran e Kuririn, os fiéis escudeiros e amigos de apoio, sendo que o primeiro tem medo de mulher, o do meio tem 3 olhos e o último não tem nariz. E por aí vai, como Vegeta e sua passagem de um assassino sem coração num pai de família, o torturado Trunks do futuro, a Andróide 18 – segundo maior fanservice da História da animação -, Piccolo, de vilão para um conselheiro sábio, mestre Kame, Pual e Oolong, três personagens tarados e engraçados que têm o cerne da série.
            Ai ai, entre tantos outros. Dragon Ball e Dragon Ball Z são duas séries pra guardar no coração, pois além de serem enormes, têm uma evolução de personagens muito boa, vemos os personagens crescerem, casarem, terem filhos e netos. E achamos isso legal!
            Outro traço marcante era o humor, sempre presente e que fazia a gente se divertir, por mais idiota que fosse – como o Goku correndo pelado - que por mais absurda que fosse a saga, como a de Cell ou de Majin Boo, nunca rolava aquele dramalhão de Cavaleiros do Zodíaco. Porra, o Majin Boo cagava no seu troninho e transformava pessoas em chocolate no seu processo de destruição mundial, dá pra levar isso a sério? Então, não rolava aquele clima forçado de destruição iminente.
            A atração principal é a ação. Nenhuma luta aqui terminava antes de quinze episódios. Sim, tinha muita, muita enrolação, mas tinha muita porradaria louca nessa série. Vide saga Freeza, ele e Goku lutaram até sobrar METADE do Freeza com só um braço. Putz!
            Enfim, Dragon Ball e Dragon Ball Z foram séries que marcaram demais minha vida e que deixam qualquer Naruto e Bleach por aí no chinelo.
            E nem vou falar de Dragon Ball GT porque eu IGNORO a existência dessa série, da mesma forma que ignoro a existência de Beast Machines.


                                                                  Batman Volume 2
Apelidado pela senhora minha mãe de “Batman da Cara Quadrada”, essa série de animação foi visualmente inspirada no filme do Tim Burton de 1989, estreou em algum ano do  início dos 90 – porque eu lembro de ter quatro anos de idade e já assistir essa bagaça – e era absolutamente sensacional, levando o personagem bem pras suas origens, com um traço marcante, ambientes escuros, frases de efeito, porrada e vilões que parecem saídos dum filme de gangstêr dos anos 30.
            Sério, a trilha sonora era fantástica e direto tínhamos a silhueta do morcegão se esgueirando por aí além de relâmpagos assustadores e quase todo episódio ele pegava alguém e mandava: “sou seu pior pesadelo”.
            FUCK YEAH!
            A série durou muito tempo.
            Digo, MUITO tempo.
            Pelo que eu lembro, ela só acabou quando Liga da Justiça foi estrear o que já foi bem dentro dos anos 2000. Vale lembrar que ela é dos mesmos criadores do Batman do Futuro, que era muito legal, mas ainda assim não era melhor. A série fez sucesso por adaptar muito bem diversos arcos originais dos quadrinhos ou senão criar arcos tão bem roteirizados quanto – sendo que alguns episódios até ganharam Emmys.
            Outro fator interessante foi a dublagem. A voz do Batman era a que hoje geralmente encontramos dublando o Michael Caine, sendo que ela soava muito mais legal no Morcegoman. Uma das maiores contribuições originais da série foi a criação de Arlequina, que é uma personagem tão legal que acabou incorporada nos quadrinhos.
            Vale lembrar que nos States foi nessa série que Mark Hamill – o Luke Skywalker – começou a dublar o Coringa e nunca mais parou de tão sensacional que foi a versão criada por ele.
            Devido ao seu tempo de duração, o desenho também trouxe mudanças já ocorridas nos quadrinhos como a inserção de Dick Grayson como Robin e depois a sua transformação em Asa Noturna e sua substituição por Tim Drake além da entrada da primeira Batgirl, a Barbara Gordon e também a passagem do símbolo do Batman com a oval amarela – como mostrada no filme – para o morcego negro sem oval nenhuma, como até bem recentemente nos quadrinhos.
            Enfim, foi uma série foda que acaba com essa mais recente.


Os Cavaleiros do Zodíaco

Eu vou ser breve quanto a esse desenho.
            Era um dramalhão interminável, muita viadagem, diálogos super cretinos e uma galhofagem inacreditável. Sério. Os Cavaleiros do Zodíaco podiam ser uma banda de metal farofa que iam vender mais discos que o Poison. Mas o que esse desenho tinha de legal?
            Ele tinha porrada.
            Muita porrada.
            Outro fator atrativo era a mitologia, que era muito atraente. Toda aquela questão de deuses e pá, era muito legal, embora pra falar a verdade a gente não realmente entendesse nada dessa mitologia clássica. Mas na mitologia d’Os Cavaleiros, a gente era craque. Quem nunca mencionou alguma célebre passagem da animação durante uma aula de História sobre Antiguidade? Tipo “Poseidon era assim e assado” e o moleque vira “nos Cavaleiros do Zodíaco era de tal jeito”. O povo ria e as professoras nunca entendiam as referências. Velhas carolas, tsc tsc.
            E mais sangue que Dragon Ball. Isso, meus amigos, fazia dele legal. A qualidade da animação era bem ruim, mas pra época era quase uma pintura renascentista, tínhamos armaduras se despedaçando e socos na cara em slow-motion, com direito a sangue e dentes voando.
            Como eles viviam apanhando, a gente também sempre acompanhava pra saber o que ia dar, se o Seya ia morrer ou se a Saori ia ser enrabada por um daqueles deuses DUMAL. Mas a gente já conhecia Power Rangers, então personagens apanhando e vencendo no final era algo corriqueiro.
            Mas o grande motivo, maior de todos talvez, era o Ikki. Porque o Ikki era o cara mau. Ele aparecia só de vez em quando e fodia geral no processo. Acho que é por isso que a gente via, a gente queria ver o Ikki aparecer do nada, salvar a bunda do Shun, chamar ele de fraco e matar algum vilão de forma violenta e gratuita – como quando ele arranca um chifre do capacete de um cara e usa o mesmo pra empalar o sujeito, suaaave.
            Legal também era que a Filosofia de vida dos Cavaleiros era meio anos 80. Meio porque ela também pregava valores e virtudes bonitinhos como amizade, lealdade e tal, mas era muito mais sujo do que o He-man e os Thundercats que não matavam ninguém.
            Eu tenho uns amigos mega fanboys de Cavaleiros e eles provavelmente vão ficar putos de eu não ficar todo emotivo quanto a essa série, mas porra, como levar a sério demais uma série em que o Shun usa o próprio corpo para esquentar e descongelar o Yoga? Os dois lá, juntinhos, um DEITADO em CIMA do outro? Porra! Porra!!!! Por isso que era bom ver o Ikki matar geral, ele era o único orgulho heterossexual daquela birosca.


                                                                           Digimon
Esse desenho foi anunciado com muita pompa sem ninguém falar sobre do que se tratava. Digo, ele foi capa das revistas infantis todas faltando um mês pra estrear e a Fox Kids e a Globo fazendo propaganda e ninguém pra falar que que era.
            Eu não botei fé.
            Eu jurava que era uma cópia tosca de Pokémon. A parada não só também terminava em “mon” como também mostrava moleques usando criaturas pra sair na porrada. E como ninguém falava nada sobre o enredo, minhas suspeitas de TRETA aumentavam.
            Mas para a minha alegria, não era nada disso. Digimon significa Digital Monsters e narrava uma verdadeira aventura à lá RPG de sete moleques – digiescolhidos – pra salvar o mundo digital em que os monstros viviam de criaturas DUMAL que queriam dominá-lo e foder com ele no estilo Sauron de ser.
            E era MUUUUITO legal!!!!! Não era uma prerrogativa tão simples como a de Dragon Ball, pois a parada já começou com a frase “salvar o mundo” com uns 3 minutos de episódio. Mas foi muito massa, cada um dos personagens tinha um valor especial que ele iria descobrir durante a jornada como a do protagonista, Tai – dublado por um cara tão ou mais irritante que o cara que dublava o Ash – que era a Coragem.
            Os personagens humanos e monstrinhos eram muito legais. De vez em quando rolava alguma coisa chata, mas no geral era tudo muito louco. O Digimundo também era uma puta viagem de ácido, com florestas cheias de placas de trânsito, geladeiras e vagões de metrô, assim também como desertos, montanhas, pubs e castelos. Uma loucura total. Sem contar que existia dinheiro e o cocô dos digimons era cor de rosa. Né.
            Outra coisa interessante é que esse Digimon foi o único que prestou. Digimon 2, que foi uma continuação direta, já foi um saco e os que vieram depois, que não tinham nenhuma ligação com os anteriores, foram pior ainda.
            E eu adorei muita coisa, como a saga do Etemon e do Myotismon além também de achar o Agumon muito massa e a Tailmon mais ainda além de achar a Mimi e a Sora muuuito fodas, mesmo com a Mimi sendo uma patricinha. E vale lembrar que embora as duas fossem figuras de menina, ainda rolava um fanservice de leve, como em algumas cenas em que a Mimi apareceu tomando banho. Japoneses são uns tarados que apostam MUITO no onanismo de crianças em fase pré-mastubatória, francamente...
            Mas enfim, a parada era muito legal, foi uma história de aventura que eu acompanhei inteira, com cenas de ação bem legais, uma trilha sonora muito chata e monstros muito criativos – cara, o Etemon era um macaco que tinha uma miniatura de pelúcia de outro digimon na cintura. Oi? – sem contar que o Myotismon era tão foda que ele ainda foi vilão do Digimon 2 de novo. BAD MOTHERFUCKER!


X-men

Esse foi um dos desenhos mais legais da minha geração. Ponto. X-men Evolution foi uma merda e Wolverine e os X-men chegou perto, mas não conseguiu ser melhor. O desenho clássico dos mutantes, embora tivesse uma animação meio capenga e uma sincronia ruim, tinha um roteiro muito bom sem contar uma das músicas temas e aberturas mais FODÁSTICAS que eu já vi, na moral, eu acho melhor que a dos Thundercats.
            A fórmula do sucesso aqui foi usar na animação um traço semelhante ao visual dos personagens nos quadrinhos daquela época além de se inspirar nos mesmos daquela forma – por exemplo, na época a Vampira tinha “roubado” os poderes da Miss Marvel, então no desenho ela foi apresentada já podendo voar e com super força – e também por isso a série não perdeu tempo explicando o que eram os mutantes, tudo isso foi feito de forma muito resumida através da Jubileu, que descobre seus poderes e entra pros X-men nos primeiros episódios da série que também já nos apresentam de cara um arco inspirado n’O Despertar das Sentinelas.
            Essa foi outra fórmula de sucesso da animação: arcos e sagas inspirados diretamente em arcos e sagas originais, como Dias de um Futuro Passado, O Retorno da Arma X e principalmente a Saga da Fênix e a Saga da Fênix Negra.
            A série trouxe passagens importantes da história dos X-men como o casamento de Jean Grey e Scott Summers e também a inserção de Cable e Bishop no universo regular. Sem contar o trabalho fantástico de dublagem, MEU DEUS! Nunca vi vozes baterem tão bem, aquele dublador do Wolverine, do Magneto, do Fera e do Professor Xavier são os mais inacreditáveis EVER! Todas as vozes combinavam, mas as deles, pareciam de verdade.
            A série foi tão bem adaptada que trouxe até mesmo as malditas sagas cósmicas pra TV, que a gente não entendia nada, mas achava legal/engraçado ver o Wolverine abrindo a cabeça de uns ETs ou robôs ou robôs/ETs.
            Enfim, essa molecada de hoje NÃO SABE o que é um desenho de super-herói legal, esse era melhor que o do Batman. Era muito foda, foi através dele que muita gente passou a conhecer os mutantes e outros personagens da Marvel sendo que antes dele muita gente achava que a pronúncia do nome era “xis Mem”. É, naquela época não tinha globalização.
            Como eu disse, as outras adaptações dos X-men não chegaram aos pés, acho que essa é mais uma série que merece ser reprisada.


                                                                         Pokémon

Provavelmente o maior marco cultural da nossa geração, por mais que não queiramos admitir. Pokémon na minha geração se resume em uma palavra: fenômeno. Aquela porra era uma loucura! Cara, vocês crianças adoráveis dos dias de hoje não fazem ideia! Pra qualquer lugar ou lado que você ia, você ia encontrar Pokémon.
            Existia tudo do Pokémon. Filmes, CDs, cadernos, livros, lancheiras, revistinhas, revistas mensais de jornalismo, garrafas, sem contar o tanto de promoções envolvendo bobagens que a gente comia, feito salgadinhos, chocolates ou bolachas. TUDO de Pokémon. Na moral, tinha mais coisa de Pokémon do que do KISS.
            Sem contar que o desenho desencadeou duas outras coisas mega bombantes: o jogo de cartas e os jogos originais do Game Boy. Ambos os jogos eram fantásticos e todos nós nos tornamos imediatamente viciados neles e no desenho.
            É estranho pensar que isso tudo começou a exatos 10 anos atrás. Pokémon já existia antes, mas foi com 8 anos que eu comprei meu Game Boy e lembro que o fiz no auge do auge dos monstrinhos de bolso.
            Pra você ver como esse fenômeno era grande, é só observar os dias de hoje. Pokémon é que nem a Malhação dos animes: não acaba nunca. Mas hoje, você não ouve mais falar sobre isso. Você não vê moleques pra todo lado colecionando tudo sobre o assunto nem lutando um contra o outro no Game Boy ou trocando/vendendo cartas nem comentando sobre o assunto mais quente da nova temporada. Não, esse tempo passou, esses sentimentos, esses acontecidos são coisas do nosso tempo. Exclusivamente.
            Cara existia uma Liga Pokémon com sua própria Elite dos Quatro de verdade no Brasil e em outros países. Ela ocorria todo ano, acho que eu outubro e os melhores classificados saíam em reportagens nas revistas especializadas. Se alguém derrotasse a Elite dos Quatro, ganhava o Mew. Nada disso existe mais.
            Caso você seja da nova geração, Pokémon são criaturas em um mundo fictício que são como animais com habilidades especiais, como lançar fogo e que evoluem, podendo ser treinados por humanos que os capturam. A série acompanha Ash, um treinador de Pokémon com o dublador mais chato do mundo e seu fiel Pokémon, Pikachu, entre outros que ele capturou pelo caminho, na busca de se tornar um grande mestre Pokémon e de vencer todas as Ligas do mundo.
            Na minha época, seus companheiros eram Brock, o mestre asiático E negro da cidade de Pewter e Misty, a mestre do ginásio de Cerolean ruiva que passa o tempo todo tendo uma tensão sexual fodida com o protagonista chato, infantil e imaturo. Nos dias de hoje, pelo que sei, o Brock já saiu e voltou mais de uma vez e a outras duas meninas já assumiram o papel da Misty, o que virou dela eu não sei. E a roupa de todo mundo mudou da época que eu assistia pros dias de hoje.
            A animação foi inspirada num jogo de RPG clássico de mesmo nome do Game Boy Pocket da Nintendo em 1994 que significa “pocket monsters” (monstros de bolso). O básico do enredo da série é o básico do enredo do jogo. A série estreou em 1998 e continua com novas temporadas até hoje, havendo alguns hiatos entre elas. No meu tempo só existiam 150 e depois 251 pokémon. Hoje, são mais de 400.
            Pokémon foi o símbolo máximo da minha infância. É estranho ver que hoje ele não é nada do que foi no passado, acho que exatamente pelo fato de que essa nova geração pegou o bonde andando, então entendo porque não acham graça. Pra você ter uma ideia, foram lançados 3 filmes na minha época e só um depois, que não fez muito sucesso. No Japão, acho que já são 8 filmes. Outro fato interessante é que as duas primeiras gerações de jogos (Versões Azul, Vermelha, Amarela e Gold, Silver e Cristal) foram os segundos jogos mais vendidos e jogados das últimas décadas, atrás somente da série Super Mario, também da Nintendo.
            Pois é, ninguém de hoje vai entender o tanto que eu fiquei orgulhoso ao capturar o Mewtwo ou ao vencer o Lance...

                                                                    Homem-Aranha
Por fim, a adaptação do amigão da vizinhança que ganhou uma animação devido ao sucesso estrondoso de X-men e no interesse da Marvel de emplacar outros sucessos da mesma forma. Assim como o desenho dos mutantes, o trabalho de roteiro e dublagem aqui era sensacional e também havia o adicional de que o desenho foi tecnicamente mais bem produzido que X-men.
            Ao contrário dos mutantes, a série não bebeu muito da fonte do material original, tomando maiores liberdades, se inspirando somente no básico. Isso não tira o mérito dos roteiros que continuavam muito bem escritos e com ótimas sagas como a do Venom, a do Aranha Escarlate – adaptação mais ou menos da Saga do Clone original – e crossovers muito interessantes com personagens como Blade e Demolidor.
            Assim como X-men, esse desenho levou o escalador de paredes ao grande público e foi através dele que eu virei fã do personagem. Peter Parker aqui era mais parrudo e sério do que na obra impressa, passando um ar mais de super-herói e embora vivesse enterrado em problemas, nem de longe se fodia com a mesma intensidade que nos quadrinhos.
            Aqui também não tivemos a presença de Gwen Stacy, colocando logo Mary Jane como par romântico. Dou destaque também para o grande hall de vilões que a série apresentou, todos os mais importantes da obra original estão aqui.
            O maior mérito da série foi com certeza seu legado. Sem o seu sucesso, provavelmente não teríamos o filme de 2002. Também foi devido ao seu sucesso que suas sucessoras - uma do Homem-Aranha do futuro e outra inspirada no filme – fracassaram miseravelmente. A série mais recente, Espetacular Homem-Aranha se aproximou mais da obra original e fez grande sucesso, mas mesmo assim ficou longe do que a série de 1994 foi, o que levou ao seu cancelamento prematuro.
            Ironicamente, a série clássica também foi cancelada de forma abrupta. Como o contrato com o estúdio de animação havia vencido com a conclusão de X-men, o estúdio não quis renovar contrato para uma última temporada de Homem-Aranha. Assim, todo mundo viu a saga final das múltiplas realidades que Peter tem que visitar com a ajuda da Madame Teia para resgatar Mary Jane, que foi o final da terceira temporada, mas nunca tivemos uma quarta temporada, então até hoje ninguém sabe onde caralhos está Mary Jane.
            A série simplesmente termina com Peter indo fundo em mais um dos vortéx dimensionais de Madame Teia e dizendo “Mary Jane, aí vou eu”. E acabou.
            Foda.

            Bom, e por hoje é só pessoal. Sim, eu sei que ficou grande pra caralho e ainda maior que o primeiro. Eu tive um erro de cálculo, ok? E vocês prefiriam que eu dividisse em TRÊS partes? Eu não achei uma boa ideia, então vai grande assim mesmo.
            Espero que tenham gostado e que tenham percebido o quanto que essa molecada de hoje está perdendo. Os Padrinhos Mágicos e Bleach? Pff, sou muito mais Samurai X, O Fantástico Mundo de Bob, Doug Funnie, Hey Arnold, Monster Rancher, A Vaca e o Frango.........

4 comentários:

Lucas Rigonato disse...

cavaleiros do zodíaco ganha de todos.

Nathan Oliveira disse...

Nossa que momento nostalgia lol
Eu assistia Dexter religiosamente, tinha MUUUITAS revistas pôsteres e incontáveis bonecos do Pokemón e sonhava em ter um digivice do Digimon UEHUHEUe

[PW] Arbuckle disse...

vamos por partes cara...
1º protesto: Yuyu hakusho era foda e nem vem! Eu assistia tao religiosamente quanto a DBZ...se vc assistir hj vai reparar como o roteiro eh bom e original!
2- Eu lembro perfeitamente de Action Man...assistia direto e os momentos de calculo de probabilidade em slow motion eram o auge de cada episodio..
3- Depois que reparei na imortalidade do seya e homossexualidade geral, CDZ deu nojo, realmente só a sangria animava de ver...isso quando eu era novo.
4-Akira devia ter ganhado um Nobel por Dragon Ball....inventa ae uma categoria, mas da o nobel pro cara o.o
5-vc disse tudo de Digimon.
6-Nem li a parte de xmen pq to de saco cheio deles, e na epoca eu achava esse desenho um porre!
7-Pokemon foi, de fato, um marco na vida de todos os nerds e crianças do final dos anos 90.
Obs: a foto do brock foi escolhida com maestria xD
8- esse desenho do homem aranha me deixava acordado por horas pra ver outros episodios que passavam na madrugada, muito excelente...desconhecia o fato de nao ter tido ultima temporada...nem lembrava do final de tanto tempo que assisti.
- vc esqueceu de mencionar alguns outros desenhos muito fodas...mas nem tao conhecidos como Samurai Pizza Cats, Swat Cats entre outros...
- eu votaria numa terceira ou ate 4ª parte, isso eh muito pano pra manga e esse ficou muito enorme, acho que vc ta se precipitando com a conclusão dos assuntos xD
Otimo post, deu ate vontade de baixar alguns dos desenhos pra ver de novo x)
J.A.

Anônimo disse...

Cara eu adorava o Action Man, se alguem souber ond tem pra baixar me avisa que eu quero muito. mr.logan1@yahoo.com.br é meu e-mail.